Fernando Pellisoli
Sou o Poeta da Loucura da Pós-modernidade
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PENSAMENTO E IDEOLOGIA


O nosso mundo social é constituído de idéias que representam, de forma categórica, os ideais sociológicos da nossa humanidade – que marcha a passos lentos por uma peregrinação ideológica distanciada, quase sempre, dos princípios democráticos e humanísticos.
O grande artista Cazuza nos disse em uma de suas inúmeras músicas de sucesso que queria uma ideologia para viver: infelizmente, ele, como a maioria dos leigos, não tinha a devida consciência informativa quanto a esta questão tão polêmica do pensar ideológico e do pensar propriamente dito. É somente no academicismo crítico e criterioso que podemos diferenciar as conceituações entre o pensamento e a ideologia, de forma tal que, através do estudo sério, podemos confrontar as duas vertentes, ou as duas realidades, do aprendizado de nossa humanidade. Se até mesmo nos meios acadêmicos vamos encontrar a indisciplina dos argumentos no que tange ao conhecimento humanístico e de como ele se prolifera à sociedade de classes; não é pra menos que a grande maioria das pessoas desentenda os perigos das manifestações ideológicas e os misteriosos comprometimentos em relação ao mundo em que vivemos politicamente organizados.
Como podemos diferenciar e detectar um profundo e verdadeiro pensamento (de um grande pensador) comparando-o às idéias ideológicas? Como saber quando estamos diante de um pensamento ou diante de uma ideologia? Quando estamos sendo influenciados por um pensador ou por um ideólogo? Pode parecer, a princípio, uma tarefa árdua e de difícil solução encontrar-se, entre tantos deformadores do pensamento humano, a distinção que separa, com clareza, as duas correntes dos ideais sociológicos de nossa humanidade. Mas eu garanto que é facílimo compreender a diferenciação fundamental entre as duas correntes do conhecimento humano, tanto que me proponho a analisar os dois conceitos de forma límpida e translúcida: vejamos então a seguir...
Por ser mais fácil entendê-la, eu começarei a discernir sobre a ideologia. Temos que ter em conta, a princípio, que a ideologia pode ser representada por um único indivíduo; bem como por um grupo social. Este representante (ou representantes) sempre que nos tem algo a dizer; sempre se manifesta através dos ideais de uma única classe social – que geralmente é a classe mais elevada da hierarquia piramidal. É por esta razão, que a ideologia apresenta-se envolvida nas teias das contradições, e todo o seu discurso, que aparentemente procura o bem-comum social, está voltado aos interesses escusos, e por que não dizer maquiavélico, da classe predominante. Analisando a manifestação ideológica através de um grupo social podemos citar a intervenção de um padre sobre os seus fiéis: as idéias que o padre apresenta, no horário da missa, são ideais da Igreja impostos sem nenhum tipo de critério avaliativo. O pensamento do padre é contraditório porque as suas idéias são antagônicas e alicerçadas nas manifestações eclesiásticas. Outro tipo de manifestação ideológica através de um grupo social é a intervenção do presidente de uma nação: as idéias que o presidente defende são os ideais do seu partido político, que por sua vez, está comprometido com a classe dominante. É por isso que a ideologia é sumariamente contraditória nos seus anseios, e a sua proposta de socializar as sociedades humanas é um grandessíssimo equívoco... E quanto às manifestações ideológicas de apenas um indivíduo posso citar os artistas mercantilistas, que, apesar de aparentarem ideais comunitários harmoniosos, estão interessados unicamente em alimentar o ego, através do sucesso efêmero, e enriquecer desmedidamente. Enganam os seus fãs com um discurso melodramático; mas na verdade não estão dizendo absolutamente nada que possa ser comparado com a transparência do pensamento.
E por falar em pensamento, é chegada à hora de procurar entendê-lo um pouco melhor, analisando as suas características primordiais. Um pensador verídico, com extrema relevância ao conhecimento e ao evolucionismo da nossa humanidade, pode ser descoberto, ou desvelado, através da análise profunda da sua obra – que deve ser apreciada do início ao fim da mesma... Ao contrário da ideologia que se arrasta em promíscuas contradições; o pensamento é íntegro, único e inabalável. O procedimento intelectual do pensador (ou pensadora) parte da premissa em que a coerência analógica do seu instrumento psicológico e, por excelência, temático tem o objetivo de expor um ideal que, ainda que individual, promove o Bem-comum... Para encontrarmos um pensamento essencialmente verdadeiro, temos que esmiuçar a obra inteira a ser analisada: se encontrarmos uma única contradição que entre em desacordo com o idealismo do seu autor; a obra em si já não confirmará a existência de um pensamento. Para finalizar e exemplificar a lucidez de um grande pensamento, nada mais edificante do que citar o nome do maior pensador da nossa humanidade: Jesus Cristo, com as suas palavras e os seus atos benevolentes, comprovou, do início ao fim, o seu ingente amor pela nossa humanidade. Pois nem na hora do seu calvário, ele entrou em desacordo com as suas convicções...



FERNANDO PELLISOLI
Enviado por FERNANDO PELLISOLI em 23/09/2010


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